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Fetiches: BDSM – D de Dominação e submissão ou D\s.

 

Nos fetiches mais litúrgicos, que chamamos de BDSM, o D significa: Práticas de troca ou entrega de poder; Dominação e Submissão. Portanto, as atividades vêm disso, como por exemplo: Dominação Psicológica, Podolatria, Dogplay e etc.

Basicamente no D\S (Dominação e Submissão) sempre existe um “Top” (Dominador, Dom, Dominatrix, Domme, etc), e um “Botton” (submisso, escravo, etc). Sem um não existe o outro e todas as praticas desse fetiche começam por aí. Podem também existir papéis não fixos, mas para isso é preciso existir um ou mais “Switchers” (pessoa que varia de papel) no relacionamento ou que tenha mais de um relacionamento.

As pessoas confundem muito as funções dos papéis dentro do D\S. O erro mais comum é que o Top tem de ser sádico, ou seja, gostar de imprimir dor a outra parte. Isso não é sempre verdade, pois um Top pode nem sequer tocar na(o) submissa(o), e a prática continuar a ser tão bonita (ou não).

A dor ou a força não precisam, necessariamente, ser usadas. Existem castigos psicológicos que doem muito mais em uma submissa que um Flogger ou Chicote Longo, pois se tratam de coisas diferentes. Algumas pessoas dizem que usam o castigo físico como punição a uma submissa que não é tão subserviente assim, mas quase sempre é outro fetiche disfarçado.

Em muitos casos a submissa provoca querendo senrtir a dor (Masoquismo) ou o Dom quer castigar às vezes sem motivo, quase sempre exercitando o sadismo latente em si. Então vemos que o D\S é algo muito mais purista em sua forma mais básica a da Dominação Psicológica (minha predileta).

Muitos Dons (abreviação de Dominador no masculino) e Dommes (feminino de Dom) não percebem que é muito mais fácil fazer alguém chorar de se contorcer com palavras do que com um chicote. Porém, também isso é muito perigoso! Evite ao máximo o masoquismo emocional.

Eu vejo a Dominação e a Submissão como papéis que dependem da personalidades envolvidas e, portanto, dependem dos relacionamentos das pessoas. Afinal, por que uma pessoa é Domme com um parceiro e depois muda para outro parceiro e se torna submissa?

 

1° – Dominadores absolutos:

Pessoas que não se submetem a outras pessoas por terem personalidades fortes. Existem extremos, que já são casos clínicos de megalomania e essas pessoas tem de tomar muito cuidado. Mas se a pessoa for equilibrada ela é uma dominadora absoluta. O que é bom e ruim, por ser um estado físico, pois se torna limitado. Em todo relacionamento a pessoa está sempre na mesma posição, tornando seus relacionamentos iguais e limitantes.

2° – Submissos absolutos:

Pessoas que não dominam ninguém em seus relacionamentos. Aliás, algumas pessoas só o são em seus relacionamentos em casa. Já na rua são normais, até mesmo sendo chefes ou tendo profissões duras. Neste caso, elas usam a submissão como forma de equilíbrio em casa, o que chega a ser saudável. O problema são os casos clínicos, de pessoas que não conseguem em lugar algum se impor ou ter opinião. Isto é uma doença e tem de ser tratada! Este tipo de pessoa não vive sem Dom e se acostuma com um, de modo que se ele for embora ou morrer, ela pode até morrer junto. Isso não é bom e tem de ser trata

No meu ponto de vista, ser submisso é algo absurdamente digno, pois significa você se entregar a uma pessoa e ser cuidado por ela, se entregar a alguém de corpo e alma. Pessoas assim nunca se permitem ser humilhadas de forma ruim ou depreciativa apenas por serem submissas. Portanto, tenha orgulho, porque se submeter a alguém exige mais coragem do que qualquer um que domine possa imaginar.

3° – Switchers: 

Se existem os extremos, eles devem ocupar de 10% a no máximo 20%, já que a grande maioria das pessoas está no meio dessa escala. Imagine uma régua e pense no máximo e no mínimo dela, sendo que no meio  estão o switchers. No relacionamento, o que é um switcher? Isso depende do parceiro. Se a pessoa for mais dominadora ela vai, mais cedo ou tarde, dominar o parceiro. Mas se for mais submissa, vai se submeter ao outro.

Então o papel de um switcher, na minha visão, depende muito mais da interação dele com o parceiro do que com qualquer outra coisa. É saudável desde que a pessoa não tente forçar seus próprios limites ou não aceite o parceiro. Mas tem um problema. Podem existir casos onde pessoas se amam de verdade, mas elas são extremos iguais ou estão muito próximos no nível de dominação e submissão. Neste caso, pode ocorrer disputas pelo poder dentro da relação e isso pode destruir grandes amores e criar grandes ódios.

Está é a base do que é D\S, por isso recomendo que quando for começar um prática sempre leia sobre ela, se informe, aprenda e apenas depois disso a pratique. Exemplo: Petplay (Usar coleira e ser cadelinha de uma pessoa). Você curte? Ótimo! Aprenda o máximo que puder e só se relacione com pessoas que curtam também. Nunca force o parceiro, nem você mesma em uma prática, nem mesmo force um nível de vontade. Sempre respeite os limites, sejam seus ou do parceiro. Fazendo isso as chances de você poder viver bem seu fetiche são boas.

  

Abraços,

O Motorista...

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