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Fetiches: BDSM – S de Sadismo.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Sadismo é uma das práticas que mais confunde as pessoas que se interessam pelo BDSM. Vamos, então, passar a definição, as dúvidas mais comuns, algumas regras e curiosidades a respeito.

O Sadismo é definido como a prática onde uma pessoa impõe castigos dos mais diversos a outra pessoa podendo ou não ter o uso da dor. O termo foi cunhado pelo primeiro escritor que usava personagens com tendências sádicas no sexo, o Marquês de Sade.

Dúvidas mais comuns:

1° O Sadismo não é a mesma coisa que a tortura?

O sádico sente prazer infligindo dor no outro, porém no BDSM isso é sempre consensual. Dominadores, geralmente, não sentem prazer em infligir dor fora do contexto sexual. O torturador o faz contra a vontade da outra pessoa. O sádico castiga ou provoca castigo com consentimento. São coisas totalmente diferentes. Evito usar a palavra tortura em qualquer pratica sádica em fetiche.

 2º Como pode seguir a regra do consenso em uma prática de castigo?

Existem duas condições em que isso é verdade e outro onde não é. Vamos usar o exemplo de uma mulher que é Bondagete e gosta de ser amarrada e neste momento a pessoa que a amarou resolve torturá-la com uma pena. Pela regra do consenso, a pessoa pode pedir a Safe Word (palavra de segurança),  ser solta e tudo para. Mas neste momento fica claro que a pessoa não quis o castigo. Então se ele acontecesse, não seria sadismo fetichista mas sim sadismo doente que pratica tortura.

3º Então qual a diferença entre tortura e Sadismo?

A pessoa que é Sádica no fetiche está praticando o castigo em uma pessoa que é Masoquista ( que tem prazer pela dor). Porém, neste momento um Dominador de verdade tem de ter a capacidade de entender isso e entre outras coisas resistir à provocação. E quando praticar isso, perceber o momento em que o Masoquista está tendo dor em vez de prazer e trazê-lo de volta.

Quando uma submissa quer provar que ama seu Dom e aceita o castigo para provar sua submissão, é algo muito bonito de se ver.  Esse momento pode ser especial quando as partes envolvidas entendem seu real significado. É um momento de prova de amor extremo, algo lindo e romântico de se ver.

Há casos em que ocorre a aceitação de um castigo que ela mereceu. Quando você fazia uma arte na infância e sabia que merecia aquele castigo que os pais aplicavam. A sensação é parecida, a de que você recebia um castigo e no seu íntimo sabia que estava merecendo.

4º O Sadismo é algo que tem de ser imaginado em uma masmorra e sempre envolver dor?

Não é algo comum e nem sempre envolve dor. Imagine um casal que em algum momento realiza uma aposta. O preço pode ser ela não usar a calcinha em um passeio no shopping. Ou que ela terá que usar um consolo o dia inteiro enfiado em um orifício. Ambas podem não envolver dor, mas fica óbvio que é sádico e que dá prazer aos dois.

Outro exemplo: em uma transa a mulher amarra o homem e o deixa doido sem poder tocá-la.  Isso é um clássico de sadismo muito comum entre as pessoas que curtem um sexo quente. Finalmente, o exemplo de um cara que coloca um vibrador em sua namorada e a “tortura de prazer”, fazendo ela gozar tantas vezes quanto puder aguentar. São todas práticas muito comuns, que são sádicas e não envolvem dor.

 

Agora vou explicar um pouco das práticas que o Sadismo fetichista. A mais comum é o Spanking:

Spanking: É a prática onde uma pessoa espanca ou causa dor na outra. No sexo mais quente é comum a mulher pedir ou o homem dar aquele tapinha na bunda. Pela definição, isso é Spanking, em uma proporção mais leve.

O famoso “Tapinha não dói…” é aquele dado na hora certa. Mas o problema é que as pessoas às vezes fazem isso na hora errada, por isso o fetiche com as regras garante que isso não aconteça. Durante o momento que chamamos “sessão”, o espaço de tempo onde acontece a prática fetichista, as coisas já foram pré determinadas, inclusive o Spanking.

Spanking deve ser feito com técnica. Não é em todo o lugar que se pode bater. Normalmente só na bunda usando mãos, chicotes, varas, palmatórias, etc. A região do omoplata também pode ser usada, mas apenas com itens moles, como chicotes, e mesmo assim recomenda-se um aquecimento prévio.

Nunca bata na região dos rins, coluna servical. Outros lugares podem receber castigos com certos cuidados, como seios, rosto e barriga.

O aquecimento deve ser feito começando com itens mais fracos, para que a pele aqueça. A pele vai ficando vermelha e quente neste processo. Só depois disso a área pode receber castigos mais fortes.O pico máximo será o momento em que a não sinta dor, mas apenas prazer, sentindo uma forma diferente de orgasmo.

Para atingir este tipo de orgasmo, a pessoa que está batendo tem de perceber e deixar isso por um período correto. Como quem está gozando não está mais sentindo dor, e sim prazer, é muito perigoso pois a pessoa pode se machucar sem perceber. Neste momento, é interessante esfriar um pouco o local e, dependendo das condiçãos em que a pessoa estiver, poder recomeçar a bater. Tudo isso depende da pele, do tempo de sessão, dos instrumentos usados, etc.

Um bom Dom tem de sentir isso e conduzir a situação da melhor maneira possível, nunca machucando a pessoa.

Dentro das práticas sádicas, diversos acessórios e práticas podem ser utilizados:

Chicotes: Existem em vários tipos sendo os principais:

 

Itens que O Motorista fazia como artesão e usava em praticas BDSM .

(Itens que O Motorista fazia como artesão e usava em praticas BDSM.)

Floggers: Chicotes curtos de varias tiras de vários materiais (camurça, couro, couro trançado, borracha, sintéticos), o melhor tipo para usar com pessoas menos “Hard” principalmente sendo os mais leves como camurça ou couro.

 

 

 

(Itens que O Motorista fazia como artesão e usava em praticas BDSM.)

Palmatórias: Itens normalmente de madeira usados para bater de preferencialmente em glúteos apenas pois podem machucar outras partes como mãos ou costas.

  

Relhos: São como cintas de camadas de couro normalmente com as pontas soltas.

  

Chicotes Longos (Bull whips): São como os chicotes de domadores ou do Indiana Jones. São difíceis de se manipular e podem realmente machucar tanto quem o comanda como quem recebe o golpe. Afinal a força do golpe intensifica com o tamanho do item como o efeito alavanca e nesse caso os longos são em couro cru e tem de 1,5 metro a 5 metros, e podem simplesmente arrancar pele com um golpe. Porem o som de seu estalo os torna muito interessantes como item psicológico apenas pelo som ou para uso com quem o sabem manipular (pessoas bem treinadas apagam velas com eles, eu mesmo o fazia com o meu de 1,5m), com pessoas que são masoquistas o suficiente para receber seus golpes.

  

(Itens que O Motorista fazia como artesão e usava em praticas BDSM.)

Canes: São varas normalmente de bambu podendo ser sintéticas. São bem doloridas e podem deixar danos muito grandes, por isso só devem ser usado com mais força em pele devidamente aquecida, na região do glúteos e com cuidado.

 

Clamps: Pregadores e similares são muito usadas nos seios e nos grandes lábios perto da vagina. Eles são uma questão de gosto e de resistência da mulher porem não devem ficar por períodos elevados devido a circulação e a integridade da região onde serão usados.

Controle de Orgasmo: A pessoa sádica priva ou ordena orgasmo a outra pessoa. Pode ser ensinado e ter resultado excelente. Uma coisa importante é a pessoa ser sádica e viver bem com isso. Se a pessoa que recebe o castigo se satisfaz, aceite seu instinto como algo bom. Ser sádico só não é bom quando ocorre sem controle ou vontade de ambas as partes. Neste caso, pode estar se tornando doença. Quase sempre um sádico exige um masoquista. Sem isso é bem perigoso que o sádico faça algo errado ou se torne doente. Fora isso, seja feliz e tenha muitos orgasmos!

  

Abraços,

 O Motorista

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