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Discussão: Definições de Submissos.

 

 

 

Ola pessoas...!!!

Bom voltando a falar de definições em BDSM eu vou falar de algo que apareceu em discussões em minha vida nos últimos tempos e vou aproveitar as conclusões que tirei que são minhas e ninguém tem de levar como regra, e colocá-las aqui.

Submissos:

Em D/s (Dominação e submissão), o D do acrônimo BDSM, representa os respectivos termos: Dominação e submissão- papéis desempenhados por Dominadores (Tops, Dominadores, Dommes, Switchers) e submissos (Bottons, submissas, submissos, Swichers). Primeiramente, vamos definir melhor minha visão de submissão.

Entrega é a melhor definição para submissão dentro do SSC (São, Seguro e Consensual), porque ela é uma escolha consciente da entrega prazerosa de uma pessoa para a outra ou também T.P. (troca de poder), porque uma submissa é alguém que tem o poder da sua vida e a entrega a alguém por vontade própria, afinal ninguém é pego na rua contra seu desejo, e caso se apresente essa ocorrência, tal não se caracteriza BDSM, cujos os princípios encontram-se embasados nos conceitos de SSC. Neste caso estaríamos, designando um crime, não consensualidade.

O Dominador é aquele, cujo o qual, recebe essa entrega e a usa como desejar em acordo comum com o submisso de seus limites, em negociação anterior.

Bom se submisso é quem se entrega a um dominador, isso acaba sendo muito genérico e por conta disso existem alguns tipos de submissos designados na terminologia BDSM.

Coleira: o simbolo da entrega do submisso a seu Dono.

 

Submissa(o): É quem escolhe ter um Dominador (ou mais de um), e a ele entrega por vontade própria o controle de alguns aspectos de sua vida e tem prazer com isso dentro do SSC (São, seguro e Consensual).
Vejam, ser submissa é se entregar ao outro e servi-lo no que a pessoa almeja, e ter prazer nisso.
Algumas pessoas admiram a submissão e tem vontade de ser e viver além disso, como diz um texto da Valentinna, maravilhoso aliás, “submissão não é para todos” , ou seja, se entregar a vontade do outro desta forma e se realizar com isso não é para todos. O que muitas vezes pode vir resultar em entregas incompletas e distorcidas do que realmente é viver o BDSM.

Caso isso ocorra, uma provável hipótese, seja que esta apenas curta as práticas e/ou seja fetichista- não submissa- não existe nada de errado nisso a pessoa pode gostar das práticas, mas a submissão pode não ser uma característica da sua personalidade. Vejam, o limite dessa entrega pode ser apenas virtual, sessões esporádicas com práticas apenas na cama, ou maior do que isso podendo se estender a outros aspectos diferentes da vida da pessoa, porém se a pessoa tem prazer na entrega ela pode se considerar submissa.

Entendam, a diferença entre submissas, Switchers e Tops está em sua realização, no ato, a pessoa escolhe uma posição onde se realize de verdade e vive isso.
Quem é submisso curte a entrega ao outro e servir e não sente falta da posição de ser Dominador, e não é fácil ser submisso, ao contrário do que todos pensam, afinal a pessoa tem de realizar a outra com sua entrega e ter prazer real em servir, e isso não é fácil pelo menos eu acho, afinal todos tem vontades e desejos e colocar os do outro acima dos seus não é para todo mundo.

Curtir as práticas e o prazer que vem delas, no entanto ter prazer na entrega é a característica que diferencia a fetichista (que é quem curte o fetiche, as práticas e seu foco encontra-se neste ponto), da submissa (que tem seu prazer na entrega, em servir,onde tem seu foco direcionado).

 

Botton: Para alguns é o mesmo que submissa, porém algumas pessoas conceituam o botton como uma classe de submissa com menos deveres ou entrega, ou mesmo como uma fetichista que faz práticas como submissa, mas que não é especificamente submissa.

 

Escrava(o): É um tipo de submissa que abdicou mais ainda de suas vontades tendo um nível ainda maior de entrega aumentando mais ainda a T.P. ( Do inglês, P.E. Power Exchange ) chegando a alguns casos próximo do T.T.P. ( do T.P.E. Total Power Exchange).
Mas vejam, não existe T.T.P. porque todo mundo por mais entregue que esteja tem algum limite ou alguma vontade ainda, nem que esta seja a de se entregar, fora que, por vivermos o SSC a “pessoa entra nisso porque quer” e “sai por que quer”- a qualquer momento também, por isso se a pessoa entra e sai do relacionamento quando quer, então é sempre T.P., porém alguns chegam ao ponto de acreditar que estão em T.T.P. e aí nestes casos, quase sempre, quando ocorre um rompimento gera problemas psicológicos graves decorrentes da ilusão da entrega extrema. Por isso é extremamente importante, tomar cuidado quanto as definições de fetiche e submissão.

 

Kajira: Escrava Goreana em posição tradicional.

 

Kajira\Kajirus de Seda: São os escravos  (mulheres ou homens) nos preceitos Goreanos (Goreanos: seguidores dos preceitos dos livros de John Normal e a saga da Contra-Terra de GOR), diferindo no fato de seguir a ritualista e a liturgia dos livros de GOR.

 

 

PetGirl: Mulher que serve seu adestrador como pet neste caso uma gatinha para Kittyplay.

 

Petplayers: São pessoas que curtem ser “pets” animais de estimação do Dominador que é seu Dono. Porém o petplay pode não incluir D/s e se for o caso então o “pet” não se caracteriza submissão, apenas se houver práticas com D\s e T.P. com papéis definidos se define submisso.

 

BabyGirls\BabyBoys: Alguns infantilistas (adultas que escolhem em seu fetiche, infantilizarem, encenar uma idade menor do que 10 anos chegando a serem bebês, usando fraldas, chupetas e etc...), costumam ser submissos de seus Daddys ou Mommys (papais ou Mamães que são os tops da relação encenada) aceitando ordens e correção deles, porém nem todos as infantilistas tem D/s em seus relacionamentos, neste caso não sendo submissos.

 

Podolátras: Os podolátras tem adoração em pés e tem prazer em tocar, beijar, lamber, ser pisados, apenas olhar belos pés, etc. Os podos (abreviação de podólatras) podem ser ou não submissos desde que a assumam uma posição em D/s seja como submissos (que é o mais comum), Dominadores como existem alguns casos, no entanto, a podolátria só é parte do D/s se as práticas envolverem T.P. o que não é obrigatório.

 

Bondagete: Em uma posição chamada Strappado de costas com separador de perna.

 

Bondagetes: Pessoas que tem prazer em praticar Bondage (limitar o movimento de alguém com fins eróticos) sendo a parte que tem os movimentos limitados. Podem ser submissos, desde que assumam esse papel em T.P. , de ser ou submissa (que é o mais comum) ou mesmo dominadora.

 

Masoquistas: Alguns masoquistas como no caso acima utilizam D/s com T.P. em seus relacionamentos e neste caso eles também podem ser consideradas submissas tem seu prazer na dor, castigo e/ou tortura.

 


Switchers: São pessoas que hora assumem o papel de submissas, outra hora assumem o papel de dominadoras, não tendo definição fixa, como submisso ou dominador. Costumo dizer que nestes casos é uma situação que depende das pessoas envolvidas nos relacionamentos onde os participantes estão. Não sendo os extremos da submissão ou da dominação que não aceitam inverter os papéis, estes vão acabar assumindo um papel em função do parceiro que se encontra. Sendo que, se o mesmo for mais dominador que ela, a mesma será submissa a este, porém se for mais submisso a mesma acabará sendo Dominante.

 


Existem inúmeros outros fetiches , dentro do contexto D/s ,deste que as pessoas enxerguem e aceitem o papel que lhes faz bem. Quanto àqueles que tem práticas que não se encaixam no SSC não existem análises, a tais, pois a tríade constitui os princípios básicos do meio.

 

E não podemos esquecer que a pessoas podem ser mais de uma das classes acima sem problemas, por exemplo: submissa, bondagete e masoquista ou escrava, babygirl e podolátra segundo seu gosto e vontade pessoal ou ser apenas um ou nenhuma delas.

Playpartners: Não é um status de D\s mas sim um de relacionamento onde a pessoa pratica com a outra sem o compromisso que outros status de relacionamento em um D\s costumam ter. É o equivalente ao "ficar baunilha" ou mesmo o "estar conhecendo", onde a pessoa pratica com a outra mas sem o vinculo de entrega e posse que acontece quando é estabelecido o relacionamento e seria o que antecede o "em consideração" ou "em negociação", ou o "Encoleirado " ou "Dono" em ultima instancia e tanto um top como um botton podem ser playpartner do outro por não ser um Status D\s mas sim de relacionamento.

Existem casos de submissão extrema onde a pessoa sofre de uma patologia psicológica chamada “Transtorno de Personalidade Dependente” ou mais antigamente “Transtorno de Personalidade Astênica” (Astenia é do latim “fraco”), que é uma pessoa que em todo relacionamento demostra necessidade de controle do outro de forma obsessiva ao ponto de realmente fazer mal a pessoa. Por esse motivo considero pessoas que tem uma necessidade além do fetiche sexual na submissão como o que hoje em dia se convencionou chamar de “submissa de alma” ou pessoas que sempre que se entregariam a qualquer dominante provavelmente podem ser casos desse de transtorno de personalidade, pois como sempre digo apenas quem é dono de si mesmo pode der isso como entrega a alguém e pessoas com esse transtorno não o fazem por escolha mas sim por uma doença que deve ser diagnosticada e tratada.

 

Existem aqueles, por exemplo, que praticam formas auto punitivas de práticas sem o SSC como: pessoas que se cortam e auto flagelam chegando ao ponto de se romper extremamente sua integridade física e mental, neste caso por ferir o contexto de São, e não estar embasado no SSC não considerados casos nem mesmo do fetichismo, mas sim de cunho patológico.Em alguns casos, distúrbios emocionais derivados de traumas diversos não tratados passam buscar a auto destruição como forma de auto punição ou de reviver momentos traumáticos.

“Fetichismo não é terapia,
Terapia requer ajuda profissional...”

 

Exemplos de masoquismo patológico que não é BDSM responsável: Como a menina que se corta no primeiro episódio dessa serie da HBO, Psi:

 

Serie Psi da HBO: https://www.youtube.com/watch?v=5XOR3hRy690

 

Bom é impossível abordar tudo que existe no BDSM ou no fetichismo que envolva submissão, nem todos os pontos de vista, mas aqui encontra-se o meu, baseado na minha vivência e em alguns consensos que vi no meio BDSM, porém existem opiniões contrárias a isso e recomendo inclusive que a pessoa que ler o conteúdo postado, leia tais em outros lugares e procurem a sua própria definição de acordo com o que quer e acredita, pois isso não é um texto sagrado, é apenas um postagem com conceitos desde Dominador,que espero lhes serem úteis.

Bom é isso pessoas logo depois postaremos as definições básicas de Dominadores.

Abraços e beijos,

 O Motorista...

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